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ChaveCondo

Quanto custa um sistema de gestão de condomínio

Decisão

Você chegou aqui querendo um número. Vou ser direto sobre por que ele não está neste texto — e por que,
depois de ler, você provavelmente vai concordar que ele não resolveria seu problema.

Preço de software de condomínio não é um número, é uma fórmula. Duas empresas podem anunciar valores
muito diferentes e cobrar quase a mesma coisa no fim do ano; e duas podem anunciar o mesmo valor e ter uma
diferença enorme na fatura. Publicar uma média aqui daria a você uma sensação de informação e nenhuma
capacidade de decidir.

O que este texto entrega é a anatomia da conta, que é o que permite comparar propostas de verdade.

Como esses sistemas cobram

Cinco modelos, e a maioria das empresas usa uma combinação:

Por unidade, por mês. O mais comum. Multiplica-se um valor pelo número de apartamentos. Simples de
entender e o que mais penaliza prédio grande.

Por faixa de unidades. Preço fixo por intervalo — até 50, de 51 a 100, e assim por diante. Cuidado com
o efeito degrau: um prédio de 51 unidades pode pagar o mesmo que um de 100.

Valor fixo por condomínio. Independente do tamanho. Bom para prédio grande, caro para o pequeno.

Por módulo. O preço-base cobre o essencial e cada área — manutenção, patrimônio, portaria, ponto,
reserva — entra como adicional. É o modelo que mais gera surpresa, porque o valor anunciado costuma ser o
da configuração mínima.

Por usuário. Cada acesso adicional custa. Repare no impacto real: portaria com três turnos, zelador,
conselho e síndico já são muitos acessos, e é justamente o que você quer que aconteça — sistema onde
só o síndico entra é sistema que fica vazio.

A unidade de comparação que funciona é uma só: custo total por unidade por mês, no primeiro ano e no
segundo.
Traga toda proposta para esse formato antes de comparar. Boa parte da diferença aparente
desaparece — e a diferença real aparece.

O que fica fora do preço anunciado

Esta é a parte que muda a conta, e quase nunca está na primeira página da proposta.

Implantação. Configuração inicial, cadastro das unidades, criação dos usuários. Cobrada uma vez, e às
vezes vale mais que vários meses de mensalidade.

Migração de dados. Trazer o que já existe: moradores, veículos, contratos, histórico. É o item mais
variável de todos, porque depende do estado do que você tem hoje — e é onde o prédio que manteve uma
planilha organizada economiza de verdade.

Treinamento. E não só o do síndico: portaria em três turnos e zelador precisam ser treinados, e há
rotatividade. Pergunte se o treinamento é uma vez ou se acompanha a troca de equipe.

Suporte. Se existe nível básico e nível pago, qual é o tempo de resposta de cada um, e se atende em
fim de semana — porque o portão trava no domingo.

Armazenamento. Um sistema que funciona é um sistema cheio de fotos: obra antes e depois, patrimônio,
objeto protocolado. Pergunte se há limite e o que acontece quando ele é atingido.

Acessos adicionais. Ver acima.

Integrações. Contabilidade, controle de acesso, câmeras, catraca. Cada uma pode ter custo próprio.

Reajuste. Qual índice, com que periodicidade. Este item não custa nada hoje e é o que mais pesa em
três anos.

Multa de fidelidade. Quanto custa sair antes do prazo, e quando o prazo começa a contar.

O erro de comparação mais caro

Comparar mensalidade com mensalidade.

A proposta mais barata por mês costuma ser a que cobra implantação e migração separadamente, com módulos
adicionais e fidelidade longa. A mais cara às vezes já inclui tudo isso.

Some sempre o primeiro ano completo: implantação + migração + treinamento + doze mensalidades + os
módulos que você realmente vai usar. Depois some o segundo ano, já com reajuste. Divida os dois pelo
número de unidades. Só então compare.

E aqui vale trazer um princípio que vem da própria operação de condomínio: compra exige comparação.
Naquele sistema de administração que rodou anos num condomínio de 90 unidades em Fortaleza, nenhuma compra
era aprovada sem três propostas lado a lado, com empresa, responsável, contato, anexo e forma de
pagamento de cada uma. A regra que você aplica ao fornecedor de elevador vale para o software.

Não deixe o contrato subir sozinho

Aquele mesmo sistema guardava, para cada prestador: valor inicial, valor atual, a diferença e o
percentual de reajuste
, além das datas de início e término.

Faça isso com o software desde o primeiro dia. Em três anos, a pergunta “quanto isso subiu desde que
assinamos, com o mesmo escopo?” é a que dá poder de negociação — e é uma pergunta que quase nenhum
condomínio consegue responder.

Contra o que você está comparando

A conta não é “quanto custa o sistema”. É “quanto custa não ter registro”. E essa segunda parte quase
nunca é calculada, embora seja concreta:

  • A parada de equipamento que a preventiva evitaria — e o orçamento de emergência, feito sem comparação
  • A multa de vistoria por documento vencido que ninguém acompanhou
  • O contrato que subiu em silêncio ano após ano, sem que alguém comparasse com o valor de origem
  • O item de patrimônio que sumiu sem contagem inicial para provar que existia
  • A obra refeita porque não havia foto do antes
  • O tempo do síndico reconstruindo doze meses de memória na véspera da prestação de contas

Nenhum desses itens aparece numa proposta comercial, e todos aparecem no orçamento do condomínio.

Faça a conta ao contrário: pegue o que o prédio gastou de emergência nos últimos doze meses. Compare
com o custo anual do sistema por unidade. Em muitos prédios, um único evento evitado paga o ano.

O preço do Chave Condo

Aqui a resposta honesta: ainda não está publicado.

O Chave Condo está em fase inicial e as primeiras vagas estão sendo abertas por contato direto,
justamente para calibrar a oferta com quem vai usar. Preferimos dizer isso a inventar uma tabela que
mudaria no mês seguinte.

Se você quer o número quando ele existir, fale com a gente — e, se estiver decidindo agora, os
critérios deste texto valem para qualquer fornecedor que você chamar.

As perguntas para levar à proposta

Copie e mande por escrito. As respostas por escrito valem mais que a reunião:

  1. Como vocês cobram: por unidade, por faixa, valor fixo, por módulo ou por usuário?
  2. O valor anunciado inclui quais módulos? O que é adicional?
  3. Quanto custa a implantação, e o que exatamente ela inclui?
  4. Migração dos dados atuais: tem custo? Depende do formato do que eu tenho hoje?
  5. Quantos usuários estão inclusos? Portaria em três turnos entra?
  6. Treinamento: quantas horas, para quantas pessoas, e vale para a equipe nova depois?
  7. Qual o limite de armazenamento de fotos e anexos?
  8. Suporte: qual o horário e o tempo de resposta? Fim de semana?
  9. Qual índice de reajuste e com que periodicidade?
  10. Tem fidelidade? Qual a multa e a partir de quando conta?
  11. Se eu sair, o que eu levo, em que formato, e as fotos vêm junto?
  12. Quanto fica o primeiro ano completo e o segundo ano, com tudo somado?

A pergunta 11 é a mais reveladora de todas, e é a que menos gente faz.

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Perguntas frequentes

Quanto custa um sistema de gestão de condomínio?

Não é um número, é uma fórmula. Depende do modelo de cobrança — por unidade, por faixa, valor fixo, por
módulo ou por usuário — e dos custos que ficam fora da mensalidade: implantação, migração de dados,
treinamento, acessos adicionais, armazenamento e integrações. A única comparação que funciona é custo
total por unidade por mês, no primeiro e no segundo ano.

O que não está incluído no preço anunciado de um software de condomínio?

Costumam ficar de fora: implantação, migração dos dados que você já tem, treinamento da equipe (incluindo
a que entra depois), usuários adicionais, limite de armazenamento de fotos, integrações, e o reajuste.
Some também a multa de fidelidade, que não custa nada hoje e define seu poder de negociação depois.

Como comparar propostas de sistemas de condomínio?

Nunca mensalidade com mensalidade. Some o primeiro ano completo — implantação, migração, treinamento,
doze mensalidades e os módulos que você realmente vai usar — depois some o segundo ano já com reajuste, e
divida os dois pelo número de unidades. Peça sempre três propostas por escrito, lado a lado.

Vale a pena pagar por um sistema de condomínio?

A conta correta não é o custo do sistema, é o custo de não ter registro: parada de equipamento que a
preventiva evitaria, multa de vistoria por documento vencido, contrato que subiu em silêncio, patrimônio
sumido sem contagem inicial, obra refeita sem foto do antes. Compare o gasto de emergência dos últimos
doze meses com o custo anual por unidade.